Presidente destaca a importância da colaboração estadual para controlar os preços dos combustíveis em meio a crises internacionais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a solicitar que os governadores de todo o Brasil considerem a redução do ICMS sobre o diesel, em uma tentativa de mitigar o impacto da alta dos preços dos combustíveis. A declaração foi feita durante a Caravana Federativa, um evento realizado em São Paulo nesta quinta-feira (19), onde Lula esteve acompanhado de ministros e autoridades.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
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“Estamos prontos para fazer o que for necessário. Também pedimos aos governadores que considerem uma isenção do ICMS. O governo federal se compromete a devolver metade do valor da isenção que eles implementarem. Precisamos fazer sacrifícios para evitar que a crise internacional afete o cotidiano do povo brasileiro”, afirmou Lula.

A solicitação vem na esteira de um decreto assinado na semana anterior pelo presidente, que eliminou os impostos federais sobre o diesel. Consequentemente, o Ministério da Fazenda contatou os governadores, sugerindo que reduzam o ICMS, com a expectativa de que uma decisão seja tomada até o dia 27 de março.

Durante o evento na Zona Norte de São Paulo, o presidente associou a alta nos preços do diesel à recente guerra no Irã e criticou a postura de intervenção dos Estados Unidos em diversas nações. “Eu não defendo nenhum regime, mas é essencial respeitar a autodeterminação dos povos e a integridade territorial. O mundo clama por paz, e não por conflitos. A crise do petróleo que enfrentamos é uma consequência direta de ações bélicas, como o ataque ao Irã”, comentou ele.

“Nunca pedi para que alguém concordasse com qualquer regime. É fundamental que a comunidade internacional busque soluções pacíficas e evite a guerra. O que precisamos é de diálogo”, acrescentou Lula.

Além das questões internacionais, o presidente expressou sua insatisfação com a redução de 0,25% na taxa Selic, a taxa básica de juros do Brasil. “Eu esperava que o Banco Central realizasse um corte mais significativo e fico triste com essa decisão. A guerra não deve afetar nossas políticas monetárias. Estamos todos fazendo sacrifícios”, disse.

“Este é um dia que poderia ser mais feliz, mas a realidade é desafiadora. A situação econômica exige uma resposta mais ousada do Banco Central”, lamentou.

Por fim, Lula elogiou o trabalho de Fernando Haddad, que deixará a posição de ministro da Fazenda para concorrer nas eleições deste ano. O cargo será ocupado pelo atual secretário-executivo, Dario Durigan.

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